Healing no tempo atual do conhecimento
São dezenove anos de healing no Brasil. Antes disso, outros tantos anos na Inglaterra e Dinamarca. Antes ainda, o tempo da consciência na Terra.
O healing chega mais vivo que nunca no século XXI, de uma contagem de tempo bem recente. Convive, então, com a ciência moderna, com as religiões dos nossos dias, com a exploração do espaço, com o pouco conhecimento sobre as profundezas abissais dos oceanos, e com a ideia humana de saber.
Quase sempre o conhecimento científico tem avançado originando-se do já conhecido, como produto natural do já sabido. No healing, nos confrontamos com uma realidade diferente. Busca-se viver o não sabido, o desconhecido, o não referenciado. Difere, portanto, o healing, de toda forma de conhecimento originada na linearidade. Até porque, no healing, o conhecimento se origina na experiência individual de cada pessoa. A experiência do outro, a amostragem, serve apenas para inspirar, nunca para definir a direção a ser tomada.
É natural que, dentro do espírito moderno, se busque alguma convergência da abordagem do healing com os novos paradigmas. Isso não é tão simples e imediato como pode parecer no primeiro momento. Notemos que o healing se oferece mais como uma posição da qual se pode observar e conhecer a vida, e menos como um normatizador dessa vida. O que permite esta possibilidade é a construção do conhecimento incluindo a crença e o sentimento profundos na forma de olhar a vida: esta é uma forma peculiar de embasar o conhecimento. É, portanto, um sistema de uma ordem diferente da ordem vigente; por isso, não busca legitimar-se nas analogias com o que já se sabe nem na ordem da demonstração experimental das ciências (mesmo das “modernas”). Tampouco se apoia na ordem dos dogmas nascidos da aceitação inquestionável de “sábios” ou “iluminados”. O healing nasce da possibilidade de cada pessoa buscar a sua ligação profunda com aquilo que sente e acredita. Cria um movimento que pode ser associado a toda teoria, toda técnica, toda ação e todo conhecimento. É inclusivo.
Por esta razão, o healing é, por vezes, confundido com as ações, as técnicas e as teorias. Mas, apesar do seu movimento poder estar associado a tudo isto, healing não é a ciência, não é a arte, não é o comportamento. Tudo isto pode ser usado por diferentes pessoas para expressá-lo, porém, não para explicá-lo - já que ele se coloca na ordem interna da consciência, onde a explicação perde sentido e ganha valor a própria consciência de estar vivo.
Portanto, quando dizemos que o healing é física quântica, neurociência, ou que estes conceitos o embasam, estamos fazendo uma analogia e não identificando os dois processos. O healing se coloca para além da dimensão dos ciclos bioquímicos ou da matemática complexa. Embasa, troca, se expressa e se amplia através disso; mas, se mantém, essencialmente, numa ordem só penetrada pela consciência. É uma forma peculiar de conhecimento.
Dalmo Luiz d’Almeida - Dalmo é psicólogo, pratica healing há 19 anos.
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Texto publicado no Informativo “Círculo de Healing” do LOGOS, em Agosto de 2006.
Publicado em: 10/03/2026
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